28/7/2010 - Jornal do Commercio RJ

O anúncio da criação da Empresa Brasileira de Seguros (EBS) - tachada pejorativamente de Segurobrás - causou tremor em Brasília.Os empresários acusaram o presidente Lula de estatizar o setor e a culpa caiu sobre o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Fontes do setor, porém, revelam que a situação poderá ser resolvida de modo mais simples, atendendo o governo e sem agredir o setor privado. Seria criada uma agência de fomento, que bancaria parte do risco, viabilizando o seguro de grandes obras sem ampliar o processo de estatização. Para a Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg), a medida é "inoportuna" e cria conflito de interesses, pondo o governo como segurador de seus próprios riscos.

Mas os empresários envolvidos com grandes obras em estaleiros ou na construção de usinas como Belo Monte sabem muito bem como é difícil, ou quase impossível, contratar seguro para grandes projetos e obras. Afirmou uma fonte à coluna: "Há um vácuo no setor, porque nenhuma seguradora ou resseguradora aceita o risco de se construir uma plataforma, por alguns bilhões, em um estaleiro com situação financeira frágil." Logo, seja através de uma empresa de seguros, ou via agência de fomento, há pressão de grandes grupos privados para criação de um mecanismo que dê rapidez à securitização de megaprojetos.




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