30/6/2008 - Berenice M. G. Areias
Os efeitos da globalização no Brasil se fizeram sentir em todos os segmentos econômicos, porém, nos setores relacionados com a distribuição de produtos, o impacto foi imensurável.

Assim, presenciamos o desenvolvimento revolucionário da logística, decorrente das demandas ocasionadas pela globalização e pelo crescimento em espiral do desenvolvimento tecnológico.

No Brasil, o impacto teve início no final da década de 80, principalmente após as iniciativas de desregulamentação da economia e, já na década de 90, as privatizações, o comércio eletrônico e o aumento da capacidade aquisitiva da população demandando novos produtos, cada vez com preços menores e com maior agilidade na distribuição.

Especificamente no setor portuário, parte crucial do processo logístico, a privatização das operações resultou em significativa melhoria na movimentação dos produtos, com custos mais reduzidos, se comparados com aqueles praticados sob a administração estatal. Por outro lado, através da Lei 8630, o operador portuário passou a ter uma responsabilidade jamais imputada às instituições até então gestora dos portos.

Assim, segundo a lei, qualquer ocorrência nas instalações do terminal, em princípio, é de responsabilidade do operador. A partir da lei, os administradores portuários passaram a ter a preocupação adicional de evitar que possíveis danos causados durante a operação não venham a inviabilizar economicamente a existência da empresa operadora. Mais recentemente, a partir do inesquecível 11 de setembro, a regulamentação internacional para gerenciamento de riscos nos portos, elevou em efeito exponencial as responsabilidades dos operadores.

E é nesse contexto que o gerenciamento de riscos, incluindo o seguro, torna-se uma ferramenta essencial para aqueles que assumem para si a atribuição de contribuir para que a logística cumpra o seu papel, ou seja: de entregar à população o produto, com o menor custo e no menor tempo possível.

Especificamente sobre seguros, as oportunidades de negócios existem e são muitas. Desde as coberturas usuais para os armazéns e terminais de carga até às coberturas das garantias de responsabilidade civil, perda de receita, etc., etc.,

Demanda existe, pois a todo momento representantes das associações comentam sobre a dificuldade na contratação de coberturas “ taylor made” para os diferenciados segmentos do setor.

Berenice M. G. Areias - Conselheira do Clube das Luluzinhas
Diretora Regional da ABGR - Associação Brasileira de Gerência de Riscos


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